Editor Bringhenti

PRÓLOGO

O Chamado de Lumina

Lumina Aeterna

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Aethelgard e a Melodia Perdida

Antes da primeira sombra, Aethelgard era música viva. Os rios corriam em sinfonia, as estrelas sussurravam luz, e a Árvore da Vida pulsava como um coração celestial. O ar vibrava com a melodia da criação, e tudo estava em perfeita Harmonia.

Então veio o silêncio.

Ninguém sabe ao certo quando começou. Primeiro, os ventos esqueceram suas canções. Depois, os rios perderam o brilho e a terra se tornou surda aos sussurros do Criador. A Dissonância havia nascido.

O povo de Aethelgard sentiu sua presença antes mesmo de entendê-la. O medo cresceu. O caos se espalhou. Algo estava corrompendo a música do universo, distorcendo os fios invisíveis que conectavam todas as coisas.

Mas na escuridão, sempre há uma voz. E um dia, ela sussurrou o nome de um menino.

O Despertar de Bringhenti

Na noite em que completou dezesseis anos, Bringhenti sonhou com um céu cortado por luz dourada. No centro da visão, uma chama desceu, espiralando até suas mãos.

Era Lumina.

O cristal pulsava como um coração vivo, derramando sua luz através dos dedos de Bringhenti. Ele tentou soltar, mas não pôde. Era como se a própria essência da pedra estivesse costurada à sua alma.

Então vieram as visões.

Ele viu Aethelgard antes da queda, envolta em uma sinfonia perfeita. Viu a Dissonância se espalhando como rachaduras em vidro sagrado. Viu sua própria imagem refletida em um lago escuro, segurando Lumina contra a escuridão.

Quando acordou, ainda sentia o calor do cristal em suas mãos. Mas Lumina não estava mais lá.

Ou talvez estivesse.

O Tecelão Celestial

O vento noturno sussurrava advertências enquanto Bringhenti corria até a Floresta Ancestral. Ele precisava de respostas. Amigo do Bringhenti, o Tecelão Celestial, era o único que poderia explicá-las.

O velho sábio o esperava à luz do fogo, os olhos ardendo como brasas vivas.

— "Você tocou Lumina?" — perguntou.

Bringhenti hesitou. Ainda podia sentir a vibração da pedra dentro de si.

— "Sim. Mas o que significa?"

Amigo do Bringhenti estendeu a mão sobre as chamas. O fogo tremeu e se moldou em pequenas faíscas dançantes, formando figuras no ar.

— "Significa que você foi chamado."

As faíscas giraram, revelando um mundo em ruínas. Árvores quebradas. Céus sem luz. No meio, uma sombra sem forma, engolindo tudo.

— "A Harmonia foi corrompida. Aethelgard está morrendo. E apenas quem carrega Lumina pode restaurá-la."

Bringhenti sentiu um peso esmagador sobre os ombros.

— "Mas... como?"

O sábio sorriu.

— "Aprendendo a cantar com a mente e a fé."

O Caminho à Frente

Bringhenti fechou os olhos. Pela primeira vez, percebeu algo novo em seu peito: um som, uma vibração sutil.

A primeira nota de uma canção esquecida.

A Harmonia ainda existia. Apenas esperava para ser reescrita.

— "Eu estou pronto."

A Floresta Ancestral tremeu em resposta.

O Jardineiro Quântico havia despertado.

E a Canção de Lumina estava apenas começando.