"Subordinai-vos a toda autoridade humana por amor ao Senhor, quer ao rei, como soberano, quer aos governadores, que por ordem dele castigam os malfeitores e premiam os que fazem o bem" (1Pe 2:13-14). Paradoxalmente, Pedro apresenta a submissão como uma expressão de nossa liberdade em Cristo, não como sua negação.
Note o motivo da submissão: "por amor ao Senhor". Não nos submetemos por medo, coerção ou porque as autoridades são perfeitas, mas como um ato de obediência a Cristo, reconhecendo que as estruturas de autoridade foram estabelecidas por Deus para o bem da sociedade (Rm 13:1-7).
E qual é o propósito desta submissão? "Pois a vontade de Deus é precisamente esta: que, fazendo o bem, caleis a ignorância dos insensatos. Conduzi-vos como pessoas livres, mas sem usar a liberdade como pretexto para o mal. Pelo contrário, sede servos de Deus" (1Pe 2:15-16). Há uma liberdade autêntica que se expressa no serviço voluntário, não na rebelião egoísta. Jesus mesmo exemplificou esta verdade paradoxal: o Rei do universo veio para servir, não para ser servido (Mc 10:45).