"Nisto consiste a graça: sofrer injustamente, suportando as aflições, com a consciência da presença de Deus" (1Pe 2:19). Pedro aborda aqui uma das experiências humanas mais difíceis – o sofrimento injusto – e a redefine à luz de Cristo.
Note que ele chama isso de "graça" – não um fardo pesado, mas um privilégio! Como pode o sofrimento injusto ser considerado graça? Porque nos dá a oportunidade de experimentar uma dimensão do caráter de Cristo que de outra forma permaneceria teórica. "Pois que merecimento há em fazer o mal e suportar castigo por isso? Entretanto, se fazeis o bem e suportais o sofrimento, isto vos torna agradáveis junto a Deus" (1Pe 2:20).
Pedro então apresenta Cristo como o modelo supremo deste sofrimento redentor: "De fato, para isto fostes chamados. Pois também Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, para que sigais os seus passos" (1Pe 2:21). Quando sofremos injustamente sem revidar, sem amargurar-se, mantendo a confiança em Deus, estamos seguindo literalmente os passos de Jesus. Você consegue ver seus próprios sofrimentos injustos sob esta perspectiva transformadora?