"Mas não aconteça alguém de vós sofrer como assassino, ladrão, malfeitor ou intrigante. Se, porém, alguém sofrer por ser cristão, não se envergonhe. Antes, glorifique a Deus por este nome" (1Pe 4:15-16). Pedro faz uma distinção crucial entre sofrimento merecido por má conduta e sofrimento simplesmente por ser cristão.
O sofrimento por ações erradas não traz honra a Deus nem benefício espiritual – é simplesmente a consequência natural de escolhas pecaminosas. Note os exemplos específicos que Pedro menciona, incluindo não apenas crimes graves como assassinato e roubo, mas também ser "intrigante" (literalmente, "alguém que se intromete nos assuntos alheios") – um lembrete de que comportamentos que consideramos "menores" também podem trazer descrédito ao nome de Cristo.
Em contraste, sofrer "por ser cristão" – simplesmente por causa de nossa identificação com Jesus e fidelidade a seus ensinamentos – nunca deve ser motivo de vergonha, mas ocasião para "glorificar a Deus por este nome". Os primeiros cristãos exemplificaram esta atitude quando, após serem açoitados pelo Sinédrio, "retiraram-se do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas pelo Nome" (At 5:41). Você tem mantido esta distinção clara em sua mente entre sofrimento por causa de Cristo e sofrimento por suas próprias falhas? Como seria viver de modo que qualquer oposição que você enfrenta seja claramente por causa de sua fidelidade a Cristo, não por falhas de caráter?