Quando ouvimos a palavra intimidade, muitas vezes pensamos imediatamente em sexo.
Mas intimidade é muito maior.
É poder falar. É ser ouvido. É poder confessar medo sem ser ridicularizado. É poder revelar uma fraqueza sem ser destruído. É rir junto. É chorar junto. É compartilhar sonhos. É orar juntos. É caminhar juntos. É conhecer o outro. É ser conhecido.
A sexualidade pode fazer parte dessa intimidade. Mas não é toda a intimidade.
Um casamento pode ter atividade sexual e ainda estar emocionalmente distante.
E também pode atravessar períodos de dificuldade sexual sem perder a profundidade do amor.
Por isso, precisamos olhar para o casamento como uma aliança completa.
15. Não use deus para manipular seu cônjuge
Nunca transforme Deus em instrumento de controle.
Não use uma suposta revelação espiritual para fugir de uma conversa.
Não utilize oração como mecanismo de punição.
Não faça do silêncio uma arma.
Não use sexualidade como moeda de troca.
E não use espiritualidade como justificativa para desrespeito.
Se existe um problema no casamento, ele precisa ser tratado com verdade, amor e, quando necessário, ajuda madura.
Deus não precisa de manipulação humana para sustentar aquilo que Ele estabeleceu.
16. E não use o sexo para manipular
A intimidade não deve ser utilizada como prêmio, punição, ameaça ou moeda de negociação.
“Se você fizer isso, eu faço aquilo.”
Esse tipo de lógica transforma uma aliança em uma disputa.
O casamento não deveria funcionar como uma negociação permanente de poder.
Marido e mulher não são adversários. São parceiros de aliança.
E quando Cristo está no centro, a pergunta deixa de ser: “Como consigo o que quero?” e começa a ser: “Como posso amar, cuidar e construir?”
17. O amor é maior do que o desejo
Paulo escreveu em 1 Coríntios 13 que o amor é paciente e bondoso.
Isso também precisa entrar na nossa compreensão da intimidade.
O desejo pode ser intenso. Mas amor é compromisso.
Desejo quer. Amor cuida.
Desejo busca satisfação. Amor também pergunta: “Como você está?”
Desejo pode ser imediato. Amor sabe esperar.
Desejo pode olhar para o próprio prazer. Amor considera o outro.
Por isso, a sexualidade dentro do casamento precisa estar cercada por amor. Não apenas por necessidade.