Observe novamente: “por consentimento mútuo”.
Essa pequena expressão carrega um princípio enorme.
O casamento não deveria ser construído sobre coerção.
Não deveria existir uma espiritualidade usada para obrigar o outro.
Não deveria existir: “Você precisa fazer isso porque eu quero.”
Também não deveria existir: “Você não terá intimidade comigo porque eu decidi que preciso ser mais espiritual.”
O texto aponta para uma decisão compartilhada.
Isso nos ensina que espiritualidade e relacionamento não podem ser separados da responsabilidade de amar o outro.
O cônjuge não é um instrumento para satisfazer minhas necessidades.
E também não é alguém que posso manipular para atender às minhas exigências espirituais.
Existe uma pessoa ali.
Existe uma história.
Existe uma dignidade.
Existe uma aliança.
Existe alguém que precisa ser ouvido.