Editor Bringhenti

CAPÍTULO 5

Valores Descartáveis vs. Valores Eternos

Tudo o que Está Fora da Cruz é Lixo

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Imagine que você recebe duas caixas. A primeira é elaboradamente decorada, resplandecente com ornamentos dourados e pedras brilhantes. A segunda é simples, quase austera em sua aparência. Uma voz lhe diz: "A primeira caixa contém tesouros que durarão algumas décadas. A segunda contém riquezas que permanecerão por toda a eternidade. Você pode escolher apenas uma." Qual seria sua escolha?

Este é o tipo de decisão que enfrentamos diariamente, ainda que raramente a vejamos com tal clareza. Jesus nos apresentou esta mesma escolha quando disse: "Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração" (Mateus 6:19-21).

Valores Descartáveis

Valores Eternos

Status e reconhecimento humano

Aprovação divina

Acumulação de posses

Generosidade sacrificial

Conforto e prazer imediato

Santidade e disciplina espiritual

Segurança baseada em recursos

Confiança baseada na provisão divina

Relacionamentos por interesse

Amor incondicional

Nas Escrituras, encontramos exemplo após exemplo desta escolha fundamental. Pense em Abraão, deixando a segurança de sua terra natal por uma promessa invisível. Pense em Moisés, escolhendo "ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo" (Hebreus 11:25). Pense em Rute, abandonando sua identidade cultural e segurança familiar para seguir o Deus de Israel. E, supremamente, pense em Jesus, "que, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha" (Hebreus 12:2).

Você percebe como esta distinção impacta cada dimensão de sua existência? Quando filtradas através da perspectiva da eternidade, suas decisões financeiras se transformam - de instrumentos de autoindulgência a oportunidades de investimento no Reino. Suas relações se aprofundam - de transações utilitarian para expressões de amor autêntico. Sua agenda se reordena - de uma maratona frenética para uma peregrinação com propósito.

Esta não é uma escolha feita uma vez e para sempre. É uma decisão que renovamos diariamente, hora após hora. Cada vez que renunciamos ao chamado do ego em favor do chamado da cruz, exercitamos este discernimento espiritual. Cada vez que escolhemos perdoar em vez de ressentir, servir em vez de ser servido, dar em vez de acumular, estamos declarando concretamente que conhecemos a diferença entre o que é descartável e o que é eterno.

Santo Agostinho expressou belamente esta verdade: "Ame a Deus e faça o que quiser." Quando o amor a Deus através da cruz se torna nossa paixão dominante, descobrimos que nossas "vontades" são progressivamente transformadas para alinharem-se com valores eternos. Não é uma questão de regras externas, mas de afeições reordenadas. Como ressoa o eco em seu coração agora? O que você está começando a ver com novos olhos?