Essa é uma realidade de muitos casamentos.
Um deseja mais. Outro deseja menos.
Um está cansado. Outro se sente rejeitado.
Um quer conversar. Outro prefere silêncio.
Não precisamos transformar automaticamente essa diferença em batalha espiritual.
Primeiro precisamos tratá-la como aquilo que também pode ser: uma questão humana dentro de um relacionamento.
Conversa. Empatia. Respeito. Investigação das causas. Mudanças na rotina. Cuidado emocional.
Quando necessário, orientação pastoral ou profissional apropriada.
Nem todo problema conjugal é um demônio. E nem todo problema conjugal é simplesmente falta de fé.
Às vezes existem questões humanas que precisam ser tratadas com sabedoria.
23. Não espiritualize tudo
Se existe falta de comunicação, converse.
Se existe ressentimento, trate.
Se existe uma dificuldade física persistente, procure avaliação adequada.
Se existe sofrimento emocional, busque ajuda.
Se existe conflito conjugal, procure mediação madura.
Se existe pecado, arrependa-se.
Se existe tentação, busque ajuda e estabeleça limites.
E ore.
Mas não substitua todas essas coisas por uma explicação espiritual simplista.
A fé cristã não exige que abandonemos a sabedoria prática.
24. E não materialize o espiritual em fórmulas
Não transforme o mundo espiritual em uma máquina de causa e efeito.
“Faça isso e acontecerá aquilo.”
“Tenha determinada frequência e os demônios não poderão agir.”
“Experimente determinada sensação e um portal será aberto.”
“Pronuncie determinada frase e uma realidade espiritual será criada.”
Esse tipo de pensamento pode transformar a fé em técnica.
Mas o Evangelho não é magia.
Nós não manipulamos Deus.
Nós não controlamos o mundo espiritual através de fórmulas.
Nós vivemos pela fé em Cristo.
25. O que realmente precisamos ensinar?
Precisamos ensinar nossos casais a conversar.
Precisamos ensinar respeito.
Precisamos ensinar fidelidade.
Precisamos ensinar consentimento.
Precisamos ensinar domínio próprio.
Precisamos ensinar perdão.
Precisamos ensinar comunicação.
Precisamos ensinar responsabilidade.
Precisamos ensinar a Palavra.
Precisamos ensinar oração.
Precisamos ensinar que marido e mulher são chamados a cuidar um do outro.
E precisamos ensinar que nenhuma experiência pessoal possui autoridade para substituir a Escritura.
Isso é muito mais sólido.
26. Uma pergunta que pode transformar seu casamento
Não pergunte apenas: “Estamos tendo sexo suficiente?”
Pergunte: “Estamos vivendo intimidade suficiente?”
Existe diferença.
Talvez vocês precisem de mais diálogo.
Talvez precisem de mais carinho.
Talvez precisem voltar a rir.
Talvez precisem orar juntos.
Talvez precisem pedir perdão.
Talvez precisem descansar.
Talvez precisem simplesmente sentar e conversar sem celulares.
Talvez precisem reconstruir confiança.
E talvez, em meio a tudo isso, a própria vida íntima também encontre um novo espaço.
27. O que fazer quando a tentação aparecer?
Paulo menciona tentação. Portanto, não precisamos fingir que ela não existe.
Mas a resposta cristã não é simplesmente: “Tenha mais relações sexuais para impedir a tentação.”
A resposta precisa envolver maturidade.
Conheça suas vulnerabilidades.
Estabeleça limites.
Evite situações que alimentem infidelidade.
Seja transparente.
Cuide do relacionamento.
Converse com seu cônjuge.
Busque ajuda quando necessário.
Ore.
Alimente sua mente com a Palavra.
E lembre-se: tentação não é identidade.
Você pode ser tentado sem precisar definir-se pela tentação.